Para petistas, decisão sobre perda de mandato por mensalão cabe à Câmara

'Quem julga mandatos somos nós. Ao Congresso cabe cassar os mandatos e não ao Supremo', afirmou a deputada Benedita da Silva (PT-RJ)

RICARDO BRITO E VERA ROSA, Agência Estado

07 de dezembro de 2012 | 12h18

Integrantes do Diretório Nacional do PT disseram nesta sexta-feira, 7, que cabe à Câmara dos Deputados a palavra final sobre a perda de mandato dos deputados federais condenados no processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) é um dos três parlamentares considerados culpados pelo STF.  

"Não fazemos questionamento em relação ao que o Supremo tem decidido. Assim como queremos ter a última palavra. Estamos falando de quem é eleito para julgar. Quem julga mandatos somos nós. Ao Congresso cabe cassar os mandatos e não ao Supremo", disse a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), ao chegar ao encontro do Diretório Nacional do PT, em Brasília. Com relação a José Dirceu, Benedita disse que não é o caso de ele ser expulso do partido. "O fato de Dirceu estar sendo condenado, não significa que o PT esteja condenando Dirceu", disse.

"Achamos que é o Congresso que tem de decidir e não o Supremo", afirmou o deputado André Vargas (PT-PR), secretário nacional de Comunicação do partido. Vargas disse que houve exageros e que todos no partido estão tristes com o julgamento do mensalão. Ele também avaliou que o ano de 2012 foi difícil, mas, diz, que o partido saiu vitorioso e se superou. Na opinião do dirigente partidário, o PSDB está antecipando a sucessão presidencial de 2014.

No encontro, previsto para se encerrar no sábado, 8, o PT deve divulgar uma nota de apoio às medidas de incentivo à economia adotadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff, e responsabilizar o PSDB por não alcançar a redução anunciada de 20% nas contas de luz. A presidente prometeu usar recursos do Tesouro Nacional para cumprir a meta de redução, uma vez que as companhias elétricas de Minas Gerais, São Paulo e do Paraná, Estados governados pelos tucanos, não quiseram renovar os contratos de concessão de energia elétrica.

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