Para peritos, renda de Renan não explica fortuna

A fortuna acumulada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nos últimos anos não tem amparo nas suas rendas de parlamentar e pecuarista. Sua movimentação bancária no período de 2002 a 2006 está acima da renda declarada e o montante a descoberto não tem origem justificada. Os recibos e notas fiscais apresentados como defesa, muitos emitidos por empresas inidôneas, também não são suficientes para comprovar que Renan faturou R$ 1,9 milhão com a venda de bois no período.Essas três constatações deverão estar presentes no laudo realizado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal nos documentos apresentados por Renan ao Conselho de Ética do Senado, onde ele responde a processo de quebra de decoro. O senador é acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior.Decisivo para o julgamento do caso, o laudo será concluído hoje, mas a entrega foi marcada para amanhã de manhã, a pedido do presidente do conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Uma cópia será entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi aberto inquérito para apurar suspeitas de enriquecimento ilícito, uso de documentos falsos, prevaricação e crimes financeiros. Renan alega inocência e confia que o laudo o absolverá.Os documentos periciados são notas fiscais, recibos e guias de transporte de animais, relativos a supostas operações de venda de gado, com as quais Renan tenta provar que tinha recursos para bancar os R$ 418 mil pagos à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, a título de pensão alimentícia. O INC também avaliou as declarações de renda do senador desde 2002, os livros contábeis das suas fazendas e os extratos de movimentações financeiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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