Para Palocci, mudanças na previdência mantêm rigor fiscal

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmará em entrevista coletiva logo mais que as mudanças introduzidas na proposta de reforma da previdência não comprometerão a política macroecômica do governo e, do ponto de vista fiscal, não terão grande impacto. Palocci, que se posicionou contra aposentadoria integral e a paridade dos salários dos servidores ativos e inativos, acredita que os agentes econômicos perceberão que as alterações não comprometem a conduta do governo na direção do rigor fiscal.Segundo fontes do governo, o mercado perceberá que a ?situação está sob controle?, apesar das modificações adotadas pelo relator da reforma, deputado José Pimentel (PT-CE). O texto que será agora submetido a votação na Comissão Especial e, depois, ao plenário da Câmara e do Senado, em dois turnos, poderá ainda sofrer modificações, afirmaram as fontes. Para elas, a proposta não será desfigurada porque o ponto mais emblemático será preservado: a cobrança da contribuição dos inativos.Essas fontes destacam ainda um ponto: para os futuros servidores não há garantia de benefício assegurado. Além disso, chamam atenção para o fato de que a paridade dos salários dos servidores será ainda disciplinada por Lei específica.

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