Para Padilha, resultado da pesquisa 'confirma sentimento dos brasileiros'

Ministro da Casa Civil afirma que população 'está se dando conta' de que a reforma da Previdência é 'indispensável' ao País

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2017 | 11h53

BRASÍLIA -  O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, avaliou como positivo o resultado da pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 20, e reiterou que o governo vai continuar trabalhando durante o recesso parlamentar para conquistar os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da previdência. Segundo ele, os levantamentos "mais otimistas" mostram que hoje o governo precisaria conquistar apenas mais 20 ou 30 votos para a sua aprovação.

"A pesquisa CNI/Ibope confirma o sentimento já captado entre os parlamentares de que os brasileiros estão se dando conta de que a reforma da previdência é indispensável e está sendo proposta para defender os interesses dos aposentados no futuro", disse ao Estadão/Broadcast Político.

Conforme o levantamento da CN) com o Ibope, a notícia mais associada à gestão Michel Temer é a reforma da Previdência. O tema foi citado por 19% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparecem "notícias sobre corrupção", sem especificação, tema lembrado por 12% das pessoas ouvidas no levantamento. Já a terceira notícia mais associada ao Palácio do Planalto é a Operação Lava Jato, com 6% das citações.

RECESSO 

Fazendo coro às declarações do presidente de que o governo continuará trabalhando em janeiro, em busca do convencimento a favor da reforma, o ministro da Casa Civil disse que o governo vai continuar com as propagandas e com os eventos. "Vamos também solicitar aos prefeitos e governadores, já que estaremos no recesso, que em todos os contatos com os parlamentares eles mostrem quão importante é a reforma da Previdência também para os Estados e municípios", disse.

Apesar de destacar que os levantamentos "mais otimistas hoje estão entre 280 e 290 votos" a favor da Previdência, Padilha disse que neste momento ele prefere ainda "não ter número". "E isso vai ser necessário em fevereiro e não agora, porque essa mobilidade na aferição da população vai causar proporcional mobilidade nos votos dos parlamentares", disse. "A pressão que era feita contra (a reforma) pode caminhar para a neutralidade ou até para a pressão a favor da reforma da Previdência", avaliou.

Questionado se o governo pode ceder a mais categorias e fazer novas flexibilizações no texto da reforma, o ministro repetiu que da parte do governo não há essa intenção. "Para o governo, (o texto) chegou no osso", reforçou. 

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