ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Para Padilha, Cristiane Brasil tem características de 'gestora'

Segundo o ministro da Casa Civil, que participou da reunião com Michel Temer e Roberto Jefferson que definiu o nome da deputada para comandar o Ministério do Trabalho, foi feita uma avaliação técnica das qualidades da parlamentar

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2018 | 19h23

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a escolha da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para comandar o ministério do Trabalho foi feita após uma avaliação técnica das qualidades da parlamentar. Padilha participou, nesta quarta-feira, 3, da reunião com o presidente Michel Temer e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, pai de Cristiane, em que foi definida a indicação da deputada.

Segundo Padilha, depois que o nome de Cristiane foi colocado na roda de discussão, Jefferson afirmou que teria de falar com o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), para selar a escolha e evitar novos desgastes. O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA), cotado para o cargo, teria sido vetado pelo ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), que nega. 

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O ministro da Casa Civil disse que a filha de Jefferson tem "comprovadamente liderança, espírito de gestora e uma história política". Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira o Planalto confirma a definição de Cristiane e diz apenas que o presidente recebeu a indicação oficial feita pelo PTB.

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De acordo com Padilha, os detalhes da posse da nova ministra ainda serão definidos. "Não marcamos, vou ver agora, mas não deve demorar", afirmou.

'Calma'. Ao ser questionado sobre a mudança no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), com o pedido de demissão de Marcos Pereira (PRB), que foi entregue nesta quarta-feira, o ministro disse que o governo vai tratar uma coisa de cada vez. "Vamos com calma", disse.

Padilha negou que a saída de dois ministros em um intervalo pequeno de tempo possa antecipar a reforma ministerial e reiterou que aqueles que quiserem deixar o governo por conta das eleições devem fazer isso de forma paulatina.

"O presidente Michel Temer já disse isso em dezembro, vamos fazer paulatinamente", destacou Padilha, que lembrou que quando Temer pensou em fazer mudanças de uma vez só houve protestos de alguns que gostariam de permanecer nas pastas por mais tempo.

O ministro da Casa Civil disse, no entanto, que a tendência é que o MDIC permaneça na cota do PRB e que o governo pretende manter a mesma correlação de forças na base nos ministérios. "Para ti conseguir manter a base que tens, tem que manter os partidos", afirmou.

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