Para Padilha, apagão pode ser desnecessário

A menos de vinte dias do início dos blecautes para economizar energia, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse que o racionamento é apenas uma hipótese, e pode nem acontecer. "O grupo interministerial criado pelo governo para tratar do assunto está avaliando se haverá, quando haverá e onde haverá racionamento. Por enquanto é hipótese", afirmou, apesar das declarações dos ministros que formam a Câmara de Gestão da Crise de Energia, incluindo o ministro Pedro Parente, que deu o racionamento como ?inevitável?. Mas, para Padilha, "não devemos superdimensionar um episódio futuro e incerto". Ele informou, ainda, que o Ministério dos Transportes só terá uma posição oficial sobre o tema depois do pronunciamento do grupo interministerial - o que está programado para acontecer no próximo dia 23, uma semana antes do início previsto dos blecautes. "Não há convicção plena no governo sobre os efeitos, por isso foi criado o grupo. Só nos manifestaremos depois da conclusão dos trabalhos, não há porque trabalharmos na base do se", disse. O ministro adiantou, no entanto, que, na sua área, o maior impacto do "possível" racionamento seria nos sistemas de trens urbanos e metrôs. "Temos que analisar mais profundamente o horário de pico, para que os trens funcionem sem prejuízo para a população", disse. "Adotaremos procedimentos para garantir o direito de ir e vir." Na avaliação de Padilha, no caso de racionamento, as rodovias e ferrovias terão algumas restrições na operação de túneis e sistemas de sinalização. "Mas não prevejo um grande impacto nesse setor", afirmou. O ministro também não acredita que haja prejuízo para o transporte de cargas. Segundo Padilha, se houver racionamento, o governo irá trabalhar no sentido de causar a menor restrição possível para a população. O ministro participou do lançamento do Passe Livre Interestadual - lei que dá direito aos deficientes carentes de viajarem de um Estado para outro (de ônibus, barco ou trem) gratuitamente. O passe foi lançado na sede da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio.

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