Para oposição, nova CPI dos Cartões é estratégica

Ao insistir na instalação da comissão, a oposição sepultou a possibilidade de acordo com o governo

CIDA FONTES, Agencia Estado

09 de abril de 2008 | 19h04

Mesmo sem poder de fogo na nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investigará o uso irregular dos cartões corporativos, a oposição preferiu não jogar a toalha. Em reunião desta quarta-feira, 9, com participação também dos presidentes das CPI Mista dos Cartões Corporativos, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), e da CPI das Organizações Não-Governamentais (ONGs), senador Raimundo Colombo (DEM-SC), as cúpulas do PSDB e do DEM concluíram que ter uma CPI no Congresso é mais estratégico, mesmo porque novos fatos podem surgir daqui para a frente.     Veja também:   Ouça o 'melô dos cartões'  À CPI, diretor da Abin defende sigilo da Presidência ARQUIVO:  Secretária da Igualdade Racial é líder em gastos, revela Estado  Gastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008 Os ministros caídos  Entenda a crise dos cartões corporativos  Ao insistir na instalação da comissão, a oposição sepultou a possibilidade de acordo com o governo. O ministro de Relações Institucionais, José Múcio, chegou a acenar para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a possibilidade de o governo ser mais flexível na CPI mista. Em troca, a oposição desistiria de criar a exclusiva no Senado. Mas a proposta não foi aceita pelo PSDB e pelo DEM. "Não podemos desistir por antecipação", afirmou senador Demóstenes Torres (DEM-GO), apesar da certeza de que a situação será novamente complicada para a oposição, que terá apenas três representantes contra oito dos partidos aliados ao Planalto.

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