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Para oposição, crise derrubou aprovação ao governo Lula

Segundo CNT/Sensus, Dilma aparece em 2º na sondagem espontânea, governador de Minas em 3º e Serra lidera

EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

30 de março de 2009 | 15h56

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), atribuíram a queda da aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à crise financeira internacional. Na avaliação dos dois oposicionistas, a população começa sentir os efeitos da crise, com as demissões e o aumento da taxa de desemprego em todo o País.

 

Segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 30, a aprovação ao governo Lula caiu dez pontos porcentuais, passou de 72,5% para 62,4%, entre janeiro e março. A aprovação pessoal do presidente também caiu: era 84%, em janeiro, e foi para 76,2%, em março.

 

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"A percepção popular é a de que a população está sendo lograda. A história da marolinha pegou e as pessoas estão vendo que o Lula as estava ludibriando", afirmou Agripino Maia. "Há uma realidade que o governo não foi capaz de enfrentar, de encarar de frente o risco de uma crise interna e externa. A opinião pública está sentido que, na prática, a crise não está sendo verdadeiramente enfrentada", disse Sérgio Guerra.

 

Os dois líderes oposicionistas minimizaram ainda a subida nas pesquisas de opinião da candidatura da ministra Dilma Rousseff (da Casa Civil). De acordo com a pesquisa CNT/Sensus, Dilma ultrapassou o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), nas intenções de voto para as eleições presidenciais em 2010. "A Dilma está em campanha total e o Aécio não faz campanha nenhuma", afirmou o presidente do PSDB.

 

"É natural que qualquer candidato apoiado pelo presidente Lula cresça e, ao longo da campanha, chegue a 30% das intenções de voto", disse Agripino Maia. "Mas a queda da popularidade de Lula vai frear a velocidade de crescimento da candidatura de Dilma", aposta o democrata.

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