Para obter recursos, tucanos enviam carta a empresários

Na tentativa de aumentar a arrecadação na reta final da campanha eleitoral, o comitê financeiro do presidenciável tucano, José Serra, enviou carta para cerca de 200 empresários que não haviam contribuído no primeiro turno. Arrecadadores do PSDB já avaliam que levantarão R$ 40 milhões a menos que a estimativa inicial.

AE, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 09h02

A mensagem mandada para os empresários, na semana passada, é assinada pelo presidente do comitê financeiro, José Gregori. No texto, os tucanos "convidam" empresários a contribuir com a campanha e dão o caminho das pedras, como o número do CNPJ e o da conta corrente que recebe os recursos doados.

Os empresários procurados desta vez fazem parte de um grupo de companhias menores, que não haviam sido contatadas no primeiro turno, quando foram procuradas as 150 maiores empresas do País.

Apesar do esforço extra nas últimas duas semanas de campanha, o PSDB já avalia que não conseguirá alcançar o teto de arrecadação de R$ 180 milhões, informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro turno, foram arrecadados cerca de R$ 70 milhões, para fazer frente a R$ 90 milhões em custos com os programas de TV e gráficas, cujas despesas foram sendo faturadas para os próximos meses.

PT

A disputa no segundo turno das eleições presidenciais obrigou o PT a assumir uma despesa extra nos Estados que pode elevar o custo total da campanha de R$ 157 milhões para R$ 191 milhões. No primeiro turno, segundo o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, já foram arrecadados cerca de R$ 100 milhões e gastos R$ 95 milhões.

O partido agora inicia novos contatos com potenciais doadores para arrecadar os R$ 91 milhões restantes para o segundo turno. "Os gastos totais devem ficar em R$ 176 milhões para o comitê de Dilma e outros R$ 15 milhões para o de Michel Temer (PMDB)", disse o tesoureiro.

O PT estimava gasto para o segundo turno de até R$ 8 milhões nos Estados só para a disputa presidencial, mas o valor agora já foi revisto para R$ 25 milhões. É por conta desta diferença, segundo Filippi, que o montante global precisou ser reavaliado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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