Para OAB-RJ, juízes envolvidos em operação suspeita devem se apresentar

Presidente da entidade no Rio de Janeiro, Wadih Damous, definiu como 'mau exemplo' os casos de operações bancárias 'inexplicáveis' e defendeu que acusados mostrem os contracheques

do estadão.com.br

13 de janeiro de 2012 | 14h37

O presidente da Ordem dos Advogados (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, definiu como 'mau exemplo' à sociedade os casos de juízes que teriam movimentações financeiras suspeitas e defendeu que os envolvidos se apresentem e mostrem seus contracheques. Damous fez referência a dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que revelaram haver operações 'atípicas' no valor de R$ 855,7 milhões cometidas por 3.426 servidores do Judiciário.

 

"É fundamental que todos os envolvidos demonstrem que as quantias depositadas, superiores aos valores dos seus vencimentos, são lícitas, afirmou Wadih Damous nesta sexta-feira, 13. Rio de Janeiro aparece entre os quatro Estados que mais registraram movimentações suspeitas entre 2000 e 2010, segundo o relatório do Coaf.

 

Os dados integram a defesa apresentada nessa quinta-feira, 12, pela corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de derrubar a liminar que suspendeu as inspeções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "O cidadão comum espera do juiz um comportamento irrepreensível, transparente e obediente aos mais rígidos preceitos éticos", disse o presidente da OAB-RJ. / Com informações da assessoria de imprensa da OAB-RJ

 

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