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Fabio Motta/Estadão
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Para Nardes, País tem condição de sair da crise desde que haja diálogo

Ministro do TCU responsável pela análise das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014 afirmou que é otimista e que 'é necessário um debate aprofundado no Congresso Nacional, com todas as lideranças'

Gabriela Lara, correspondente, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 19h29

Esteio - O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes voltou a falar que o Brasil vive uma "grave crise", mas ponderou que o País tem todas as condições de sair deste quadro desde que tenha capacidade de diálogo. "Estamos num ambiente macroeconômico negativo, com a taxa de juros alta. A consequência em relação à responsabilidade fiscal e à estabilidade monetária começa a se comprometer, claro que ainda que podemos reverter internamente esta situação", disse durante palestra a políticos e agropecuaristas na 38ª Expointer, na região metropolitana de Porto Alegre.

Ele também reiterou que é contrário ao aumento da carga tributária, mas disse que "alguma coisa precisa ser feita" para mudar o quadro atual. "Por isso temos que ter uma condição de debate muito profundo nos próximos dias e meses", falou. "Não sou pessimista, sou extremamente otimista. Acredito que é necessário um debate aprofundado no Congresso Nacional, com todas as lideranças. Isso já está começando a acontecer. Cabe a cada um fazer seu papel, eu vou fazer é fiscalizar as contas." 

Como já havia feito em outra manifestação esta semana, ele associou o cenário vivido pelo Brasil ao da Grécia, que foi socorrida financeiramente pela União Europeia. "Tem que haver um projeto e uma sincronização entre as principais lideranças do Brasil para sairmos desta situação que estamos vivendo no momento, porque não temos a Europa para nos salvar", falou. A jornalistas, ele disse que a Grécia não teve coragem para cortar "uma série de vantagens dentro da estrutura pública", mas que o Brasil terá que fazer isso.

Ele também disse que não se pode deixar que se repita no Brasil o que ocorreu ao seu Estado de origem, o Rio Grande do Sul, lembrando que o governo gaúcho chegou no auge de uma crise financeira e não tem mais dinheiro para pagar o funcionalismo estadual. "Lá não dá mais para pedalar, a bicicleta quebrou", disse. "Nós (no Brasil) estávamos indo para o mesmo caminho, por isso eu tomei a decisão (de reprovar as contas federais). Há 80 anos o TCU sempre aprovava as contas com ressalvas. Eu mudei isso porque fiquei alarmado, impactado com os números."

Ao citar as irregularidades encontradas pelo TCU nas contas do governo de Dilma Rousseff, ele reconheceu que as pedaladas federais já haviam ocorrido em administrações anteriores, mas não "na dimensão de 2014". 

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