Para MP de AL, provas contra deputados são 'cabais'

Eles são acusados de envolvimento no golpe que desviou R$ 200 milhões da Assembléia Legislativa

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

29 Janeiro 2008 | 19h18

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, disse nesta terça-feira, 29,  que as provas apresentadas pela Polícia Federal (PF) contra os deputados estaduais envolvidos no desvio de R$ 200 milhões da Assembléia Legislativa são "cabais". Coaracy explicou os motivos que levaram o Ministério Público (MP) de Alagoas a pedir o afastamento de dez deputados estaduais acusados de envolvimento no golpe e indiciados pela PF no inquérito que investiga os envolvidos na Operação Taturana.O MP atua no caso por meio dos promotores do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc). "Primeiro, instalamos procedimento investigatório, colhemos as provas e demos entrada na Justiça", afirmou. "O MP de Alagoas jamais iria se omitir diante de um escândalo desse", acrescentou.Sobre a possibilidade de pedir intervenção na Assembléia Legislativa de Alagoas, Fonseca disse que não está descartada, mas que aguardará o posicionamento do Judiciário. "Estamos no aguardo do parecer do Tribunal de Justiça (TJ) quanto ao pedido de afastamento dos dez deputados. Só então poderemos nos posicionar e verificar quais as novas providências a serem adotadas", disse.Durante a operação, a polícia indiciou como integrantes do esquema fraudulento o presidente da Assembléia, Antonio Albuquerque (DEM), e os deputados Cícero Amélio (PMN), Manoel Gomes de Barros Filho (PMN), mais conhecido como Nelito Gomes, Edval Gaia Filho (PSDB), Mauricio Tavares (PTB), Dudu Albuquerque (PSB), Arthur Lira (PMN), Antonio Hollanda Júnior (PT do B), Cícero Ferro (PMN) e Isnaldo Bulhões Júnior (PMN).TJAlbuquerque esteve hoje pela manhã reunido com o presidente do TJ, desembargador José Fernandes de Holanda Ferreira, na sede do tribunal. Na saída, o presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, acompanhado do advogado Adelmo Cabral, disse que não comentaria a decisão do procurador-geral de Justiça de pedir a destituição dele e dos demais integrantes da Mesa Diretora da Casa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.