Para Monsanto, protesto em Brasília é irracional

A Monsanto do Brasil lamentou hoje, em nota, a atitude do movimento "Por um Brasil Livre de Transgênicos", que se opõe à adoção da biotecnologia. Os organizadores do seminário A ameaça dos transgênicos e as propostas da sociedade estiveram hoje no plenário 12 da Câmara dos Deputados com um caixão simbolizando a morte da Monsanto, e protocolaram no Palácio do Planalto um documento contra os alimentos geneticamente modificados, elaborado durante o seminário, que começou ontem em Brasília. "É lamentável que no momento em que o debate sobre a biotecnologia esteja tão aberto, envolvendo os mais diversos segmentos da sociedade, esse movimento tenha optado por um retrocesso no diálogo racional sobre a questão", afirma a nota da empresa.A Monsanto diz ainda que a biotecnologia pode beneficiar não apenas o agronegócio brasileiro ou a Monsanto, mas também mais de 100 empresas nacionais e estrangeiras, além de instituições de pesquisa e universidades. A nota da empresa afirma que está presente há mais de 50 anos no Brasil e tem por objetivo oferecer os benefícios da biotecnologia para os produtores rurais brasileiros e para o desenvolvimento social do País. Além de investir em pesquisa e tecnologia, a empresa afirma que financia programas de responsabilidade social, principalmente nas áreas de educação alimentar e higiene, incentivos aos estudos e formação acadêmica para cidadãos carentes e ações educativas para a proteção ambiental. Os investimentos da Monsanto em projetos do terceiro setor no Brasil seriam superiores a US$ 600 mil anuais.

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