Para ministro, se Abin fez grampo, agiu na ilegalidade

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem à CPI dos Grampos que só teve conhecimento da participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Satiagraha, da Polícia Federal, quando a operação foi deflagrada. "A informação que recebi, então, foi de regime de colaboração totalmente normal", afirmou. Ele relatou ter tomado conhecimento do nível de participação da agência após denúncias na imprensa.Tarso acrescentou que, se a Abin fez grampos telefônicos na operação, agiu na ilegalidade. "A Abin não tem essa função. Ao se comportar assim, ela perverte o Estado de Direito", declarou. Disse ainda que em geral não tem acesso a inquéritos. "O ministro da Justiça só pede informação do inquérito se o inquérito vira um problema."Ao falar por pouco mais de 2 horas à comissão - os deputados foram ouvir Tarso na sede do ministério -, ele negou a existência de racha na PF. Admitiu, porém, que há setores descontentes. Falou também sobre o delegado Protógenes Queiroz, que conduziu inicialmente o inquérito da Satiagraha: "Ele não é Deus nem Diabo. Ele não é herói nem vilão."

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