Para ministro, salário da polícia cabe aos Estados

O ministro Chefe do Gabinete Institucional da Presidência da República e secretário Nacional Anti-Drogas, General Alberto Cardoso, disse hoje que o aumento salarial pleiteado pelas polícias civil e militar é um assunto que deve ser resolvido pelos governadores. "O problema salarial não pode entrar em um conjunto de medidas do governo federal, porque são da seara dos Estados", declarou, ao comentar o pacote anunciado ontem pelo governo federal que pretende coibir as greves nas polícias estaduais.Entre as medidas previstas estão a integração das polícias civil e militar, convênio para deslocar contingente a Estados que enfrentem problemas e a criação de tropas especiais regionais. O ministro afirmou que, apesar da reivindicação de aumento salarial não ter sido contemplada no plano, os policiais serão beneficiados financeiramente de forma indireta. "Há uma medida que facilita, por exemplo, a aquisição da casa própria. Não é salário, mas atenuará bastante os gastos".Ainda segundo Cardoso, o pacote não terá maiores obstáculos para ser aprovado no Congresso. "Não terá dificuldade de passar, porque contém medidas que correspondem a uma preocupação nacional", disse. Para ele, a integração das duas polícias pelos Estados é um "problema de fácil solução, ainda que complexo". As declarações foram dadas pouco antes da realização da segunda etapa do 1º Levantamento Domiciliar Nacional de Uso de Drogas Psicotrópicas, que colherá mais de dez mil entrevistas em 107 cidades espalhadas pelo Brasil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.