Para ministro, rejeição à MP da secretaria foi 'decisão política'

Paulo Bernado diz que 'insatisfação do PMDB' pode estar relacionada à 'morosidade na liberação de emendas'

Adriana fernandes e Renata Veríssimo, da AE

27 de setembro de 2007 | 13h32

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que "sem dúvida" foi política a decisão do Senado Federal de rejeitar a Medida Provisória que criou a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência. O órgão estava sendo comandado pelo filósofo Mangabeira Unger.  "Foi um decisão soberana do Senado. Mas sem dúvida a motivação é política, em função da insatisfação com algum ponto do governo", disse Bernardo, que não citou quais seriam essas insatisfações.  O ministro avaliou  que há uma "morosidade" na liberação das emendas dos parlamentares e que "talvez" seja esse o motivo de insatisfação dos partidos políticos. Segundo ele, não há fisiologismo na liberação das emendas. Segundo Bernardo, a área técnica do Ministério do Planejamento está reunida para definir as alternativas que serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Acredito que o presidente vai manter a idéia de criar uma Secretaria. Temos que ver qual a alternativa para oferecer ao presidente", afirmou.   CPMF O ministro rechaçou veementemente as críticas de que o governo estaria trocando a aprovação da prorrogação da CPMF por liberação das emendas dos parlamentares. "De jeito nenhum. De forma alguma". Questionado se o "fisiologismo" estaria solto para que a CPMF seja aprovada o ministro respondeu com humor: "Se o fisiologismo tiver solto manda segurar. Não cuido desse tipo de ação e não tem ninguém dentro do governo (que cuida)". Segundo o ministro, as emendas dos parlamentares são legítimas e o governo não tem nenhuma intenção de segurá-las. "Elas serão liberadas. O que eu observo é até uma morosidade na liberação. Talvez seja isso o motivo de insatisfação", afirmou. Na sua avaliação, o atraso na liberação muitas vezes está ligado ao fato de que existem emendas, mas não o projeto. O ministro evitou, no entanto, comentar a rebelião na última quarta do PMDB na Câmara, que obrigou o governo a atender uma série de pedidos do partido. "Eu não estava lá. Não sei o que aconteceu lá", disse.

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