Para ministro, governo Dilma tem 'muito' o que comemorar no 1º de maio

Em SP, representantes do movimento sindical devem usar Dia do Trabalho para cobrar reivindicações da presidente, que não participará dos eventos na capital

Débora Álvares - O Estado de S.Paulo - atualizado às 13h

29 Abril 2013 | 11h36

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho afirmou nesta segunda-feira, 29, que o governo Dilma atende às reivindicações possíveis do movimento sindical e que tem "muito o que comemorar" no 1º de maio. Além dos shows previstos durante o feriado do Dia do Trabalho, centrais sindicais devem aproveitar para pressionar a presidente em relação a agenda sindical.

"Temos muito o que comemorar em 1º de maio e é muito provável que a gente (Gilberto Carvalho e o ministro do Trabalho, Manoel Dias) esteja presente com orgulho de ser um governo que recebe trabalhadores, que dialoga com trabalhadores, que atende as reivindicações que são possíveis e faz um esforço enorme para continuar mantendo o nível de emprego que temos no País", afirmou Gilberto.

Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff não participará da festa Força Sindical em São Paulo nesta quarta, 1º. Nos dois anos anteriores a presidente também não participou dos eventos. Com presença já confirmada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no evento organizado pela Força Sindical, na zona norte da cidade, e com a possibilidade de contar com a participação, ainda, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que tem dado sinais de que pode concorrer ao Palácio do Planalto em 2014, a decisão de Dilma é por afastamento.

Além do palanque que a Força Sindical dará a oponentes de Dilma, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já avisou que vai usar a festa - evento que acontece no centro de São Paulo - para pressionar a presidente. O movimento reclama da ausência de resposta aos trabalhadores sobre uma pauta com 11 itens, entregue ao governo em 6 de março. A ideia é que o calendário de paralisações já comece a ser discutido.

Carvalho minimizou os impasses e disse que, até amanhã, haverá uma definição sobre as reivindicações. "A presidenta recebeu as centrais, estamos olhando a pauta das centrais, mas ela não vai ao 1º de maio. Amanhã vamos ter uma definição sobre as posições do governo", destacou o ministro.

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