Para ministro da Justiça, laudo do IML sobre Genoino, 'fala por si só'

Presente na posse do ministro Marco Aurélio na Presidência do TSE, José Eduardo Cardozo comentou sobre situação de ex-presidente do PT, mas evitou falar sobre decisões do Supremo

Erich Decat, Agência Estado

19 de novembro de 2013 | 22h06

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, considerou na noite desta terça-feira que o laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) sobre o estado de saúde do deputado José Genoino (PT-SP) "fala por si só". O laudo conclui que o ex-presidente do PT é "paciente com doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais".

"Acho que o laudo do IML fala por si. Vamos aguardar a decisão", disse o ministro, após participar da posse do ministro Marco Aurélio na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. O exame foi realizado após um pedido da Procuradoria-Geral da República nesta terça, solicitando que uma junta médica avaliasse as condições de saúde de Genoino.

Desde o último sábado, o petista está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele chegou a passar mal durante sua viagem para Brasília no final de semana e a ser consultado por um médico particular na cadeia, antes de ser examinado pelo IML.A defesa do ex-presidente do PT já havia solicitado, no final de semana, que ele cumprisse prisão domiciliar em virtude de sua saúde delicada. Genoino passou recentemente por uma dissecção na aorta e está licenciado da Câmara dos deputados devido a sua condição.

Questionado se houve algum atropelo na decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em mandar prender parte dos condenados no último final de semana, Cardozo se esquivou: "Cabe ao Ministério da Justiça executar as ordens do Poder Judiciário e zelar para que elas sejam cumpridas dentro do rigor legal. Esse é o meu papel", afirmou.

Cardozo considerou ainda que no caso da fuga do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, o ministério agiu de acordo com as orientações do STF. "As orientações que o STF nos passou foram rigorosamente cumpridas". Pizzolato decidiu deixar o Brasil em direção à Itália depois do 7 de setembro. Pouco antes, no dia 4, o Supremo Tribunal Federal rejeitara seus primeiros embargos de declaração - tipo de recurso que questiona a clareza das decisões - à sentença que o condenara à prisão por peculato (apropriação criminosa, por servidor, de dinheiro público), lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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