Para ministra, Dilma não vai fazer reforma ministerial

Discussões sobre possível redução do número de pastas voltaram à tona em razão das manifestações

Ricardo Della Coletta , Agência Estado

18 de julho de 2013 | 13h02

BRASÍLIA - A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta quinta-feira, 18, que não avalia a possibilidade de o governo federal fazer mudanças em ministérios. Discussões sobre uma possível redução do número de pastas, atualmente em 39, voltaram à tona em razão das manifestações. Oficialmente, no entanto, a presidente Dilma Rousseff não fala em cortar ministérios.

"Eu não consigo vislumbrar nenhuma modificação na estrutura de governo feito pela presidente Dilma", disse a ministra ao comentar a declaração do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), segundo quem o PMDB teria recomendado o corte de 14 pastas. "Há um consenso hoje na questão do número exagerado de ministérios", declarou o deputado em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

"Quero perguntar melhor para o PMDB (sobre essa recomendação), até porque eles ocupam seis ministérios", frisou. Na verdade, o PMDB, principal partido da base aliada, detém cinco ministérios na gestão Dilma - Agricultura, Previdência Social, Turismo, Secretaria de Aviação Civil (que tem status de ministério) e Minas e Energia.

'Quase calma'. Uma das responsáveis pela articulação entre governo e Congresso, Ideli afirmou estar com a vida "quase calma", depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurar que o contingenciamento do Orçamento não deve afetar o pagamento de emendas a parlamentares.

"Na minha área, uma das coisas que estava causando um certo desconforto já foi plenamente descartada pelo ministro Guido Mantega (da Fazenda). Não haverá contingenciamento no caso das emendas parlamentares. Então, digamos que estou com a minha vida quase calma", afirmou.

No centro da atual crise de relacionamento entre Legislativo, a ministra chegou a dizer em junho que o Congresso fazia "chantagem" com o governo. A declaração causou desconforto entre parlamentares e acentuou as críticas à condução da articulação política.

No começo do mês, Dilma avisou a interlocutores do PT e PMDB que não tinha pressa para fazer mudanças na equipe. Desde maio, porém, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também vem atuando na relação entre governo e Congresso.

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