Para Mendes, absolvição de Paulinho não interfere em inquérito

Conselho de Ética da Câmara optou por não cassar o deputado, mas ainda há inquéritos tramitando no Supremo

Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2008 | 18h32

Absolvido no Congresso, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Paulinho da Força,  permanece na mira do Judiciário. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Carlos Ayres Britto afirmaram nesta quinta-feira, 5,  que a absolvição na quarta-feira do deputado pelo Conselho de Ética da Câmara não interfere no inquérito que tramita no STF para investigar suspeitas de envolvimento do parlamentar com um esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com a absolvição, Paulinho se livrou do risco de ser cassado.  Veja Também:Galeria de fotos: Paulinho comemora absolvição   Entenda a Operação Santa Tereza Confira as principais matérias envolvendo o caso Paulinho Veja quem votou contra e a favor da cassação  "Em princípio, não muda nada (o inquérito)", disse Britto, que é o relator do inquérito no STF que investiga o caso BNDES. "São esferas diferentes. A penal, aqui, e a político-administrativa, na Câmara dos Deputados", afirmou. O ministro disse que não poderia dar detalhes sobre o inquérito porque algumas peças tramitam em segredo de Justiça. "São instâncias independentes (o STF e o Conselho de Ética da Câmara)", concordou o presidente do Supremo. Em junho, o Conselho de Ética da Câmara conseguiu garantir no Supremo direito de ter acesso ao inquérito que tramita no tribunal. Na ocasião, o presidente do conselho, Sérgio Moraes (PTB-RS), afirmou que as informações deveriam ser usadas para subsidiar o procedimento disciplinar que apuraria se Paulinho teria ou não praticado atos incompatíveis com o decoro parlamentar. Além da apuração sobre as suspeitas de envolvimento do deputado com os desvios de recursos do BNDES, Paulinho também é investigado num inquérito que avaliará suspeitas de irregularidades em cursos de formação profissional patrocinados pela Força Sindical, entidade presidida pelo parlamentar. Há suspeitas da existência de alunos fantasmas, entre outras irregularidades. A abertura do inquérito foi determinada no último dia 28 pelo decano do STF, Celso de Mello.

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