Para me tirar, vão ter de sujar as mãos, desafia Renan

Em resposta ao PSDB que reafirmou a posição de vê-lo afastado da presidência, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez nesta terça-feira, 10, o seu mais incisivo discurso no plenário da Casa. "Se quiserem minha cadeira, se for um desejo político, vão ter que sujar as mãos. Vão ter que dizer por que estão tirando o presidente do Senado", disse Renan. O presidente do Senado desafiou aqueles que defendem o seu afastamento da Presidência. "Aquele que quiser ser capitão, vai ter que ser capitão mesmo e sujar as mãos. Vai ter que colocar um forca ou uma fogueira lá fora e queimar o presidente do Senado", disse Renan. Ele afirmou que não irá permitir que os seus direitos sejam violados e garantiu que não há dinheiro público envolvido no pagamento da pensão à jornalista Monica Veloso, com que tem uma filha. "Todo dinheiro foi pago por mim. Não tenho o que temer. Nem aqui e nem no Conselho de Ética", disse.Renan e o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) travaram diálogo, em plenário, sobre a permanência de Renan à frente da condução das votações de matérias. Renan não gostou da intervenção para que se afastasse do cargo e afirmou que não deixará a cadeira da presidência. "Ninguém vai me tirar daqui fazendo cara feia. Até hoje não sei de que fui acusado. Estou fazendo tudo sem nada a temer", disse. "Em defesa do meu direito vou até o fim. É na diversidade que a alma cresce", continuou. Renan disse que tem acolhido nas ruas todos os dias manifestações de solidariedade. Ele contou que entrou no Ministério Público com um pedido para ser investigado, que vai instaurar um processo legal e vai se defender com todas as forças.Ele garante ter rebatido todas as acusações que são feitas contra ele, que não há nada o que esconder e disse que as pessoas têm que apresentar as provas objetivas contra ele. "Vai ter de ser catão mesmo. Vai ter de botar as provas na mesa. Eu vou cumprir a minha função, meu dever. Vou colocar as matérias para votação, vou chamar para a ordem do dia. Quem não quiser votar que se ausente do plenário", reagiu Renan. Texto atualizado às 17h15

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