Para Marina, greve geral repete modelo 'clássico' de protestos

Organizadas por centrais sindicais e com envolvimento de partidos políticos, atos desta quinta seriam diferentes das manifestações ocorridas em junho, sem lideranças definidas

Isadora Peron - O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2013 | 12h07

A ex-senadora Marina Silva destacou, nesta quinta-feira, 11, as diferenças entre a greve geral convocada pelas centrais sindicais para hoje e os protestos do mês passado. Segundo ela, o grande diferencial é que as manifestações de junho não foram chamadas por partidos políticos ou sindicatos, mas sim pelas redes sociais, de forma espontânea.

"Eu não estou fazendo necessariamente uma crítica, mas uma constatação. O processo anterior foi de autoconvocação, com uma organização mínima a partir de vários pontos, que se iniciou com a luta do Movimento Passe Livre, e que foi ganhando corpo. Essa tem mais o sentido clássico das manifestações conhecidas, chamada pelas centrais sindicais, pelos partidos", afirmou.

Segundo a ex-senadora, é preciso reconhecer que está surgindo um novo sujeito político, num movimento que ela chama de ativismo autoral, que se organiza horizontalmente, sem lideranças. "Há anos eu venho dizendo que era apenas uma questão de tempo para esse movimento sair do virtual para o presencial", afirmou.

Marina participou nesta quinta de um café da manhã promovido pela agência de notícias espanhola EFE. Durante o evento, falou da sua trajetória política e do processo de criação do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade.

Para poder participar das eleições do ano que vem, o partido precisa ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral até outubro.

Greve. Na esteira das manifestações que levou milhares de pessoas às ruas de junho, as centrais sindicais convocaram para esta quinta uma greve geral em todo o País para levantar bandeiras como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário.

De acordo com Marina, apesar de considerar a manifestação legítima, a Rede optou por não aderir ao protesto, assim como, segundo ela, não participou formalmente das outras manifestações.

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