Para Marina, faltaram medidas 'preventivas' na Casa Civil

Candidata do PV afirma que problemas se repetem no governo

Monica Bernardes, da Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 17h12

RECIFE - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, voltou a criticar nesta segunda, 20, em Recife, o recente escândalo envolvendo a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra e assessores - sobre supostas denúncias de tráfico de influência e cobrança de propinas.

Apesar disso, ela se esquivou ao ser questionada sobre o convite feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB/PR) para que a petista e também presidenciável, Dilma Rousseff, compareça para prestar esclarecimentos sobre o episódio na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

"Isso (denúncia) precisa ser esclarecido institucionalmente, a ministra Dilma assumiu a Casa Civil a partir de uma grave crise, instalada após o caso grave envolvendo o mensalão", disse. "Naquele momento era fundamental ter tomado medidas profiláticas para que isso não voltasse a acontecer, é essa a explicação que precisa ser dada porque, ao que parece, nada foi feito e os problemas se repetem", acrescentou.

Ainda segundo a candidata do PV, a "inexistência de medidas preventivas" por parte do governo federal foi motivada pelos acordos com partidos aliados. "As pessoas só querem ligar seus nomes aos acertos e não aos erros". "A atitude correta é você reconhecer os ganhos, mas ter atitude de confrontar os erros, mesmo que isso incomode quem está na base aliada", disse Marina, acrescentando que "isso é cuidar adequadamente da gestão pública". Para Marina, a investigação do caso deve contar com a participação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União.

Debate

Marina, que foi ao Recife para participar, hoje à noite, de um debate promovido por uma rede de televisão local, com foco nas propostas dos candidatos para o Nordeste, participou, à tarde, de uma caminhada pelas principais ruas do centro comercial da cidade. Durante pouco mais de uma hora, a candidata acenou para a população, abraçou e apertou a mão de algumas pessoas que acompanhavam a comitiva.

Animada com a receptividade, a candidata chegou a avaliar como "equivocados" os números das pesquisas eleitorais - nas quais ocupa o terceiro lugar. "O que eu vejo nas ruas é um movimento muito forte para me levar para o segundo turno, e tenho certeza de que no dia da eleição o Brasil terá uma grande surpresa", avaliou. "O que existe nas ruas é muito maior do que o que aparece nas pesquisas", acrescentou. 

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