Para Marina, falta políticas para habitação e saneamento

A candidata a presidente Marina Silva (PV) criticou hoje a falta de políticas públicas voltadas para a habitação, o saneamento básico e o meio ambiente. Durante visita a uma ocupação irregular em área de manancial entre São Paulo e Diadema, na região metropolitana, Marina comparou a situação vista no Jardim Castelo, área invadida há mais de 20 anos, com as condições de favelas em outros Estados. "A mesma coisa que eu vi na Favela do Coque, lá em Pernambuco, que é um Estado pobre, eu vejo no Estado mais rico da Federação", disse.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

17 de agosto de 2010 | 12h47

Ela defendeu a regularização fundiária de locais onde é possível a legalização das famílias, mas repreendeu o governo para que impeça novas ocupações. "Qualquer discussão que se faça deve levar em conta a dignidade das pessoas e a necessidade de proteção dos recursos hídricos", afirmou. De acordo com Marina, é preciso que se faça investimentos de R$ 20 bilhões por ano para se resolver a questão em dez anos.

"Novas ocupações não podem ser aceitas e as áreas que já estão ocupadas devem ser analisadas tecnicamente", defendeu. Questionada sobre o "desinteresse" do eleitorado pelos assuntos relacionados a saneamento e ambiente, a candidata do PV afirmou que o poder público não pode se pautar pela falta de conhecimento da população.

Em pesquisa do Instituto Brasileiro e Opinião Pública e Estatística (Ibope), encomendada pela Rede Globo de Televisão e pelo Grupo Estado e divulgada ontem, apenas 3% dos entrevistados consideram esses temas como itens prioritários de gestão. "Os graves problemas que temos de saúde são em função da falta de saneamento (...) O fato de a população não ter conhecimento da importância desse investimento não significa que não deva ser feito", disse.

Investimento

Marina disse que investimento em condições sanitárias são fundamentais para que a administração pública economize também com os gastos na área de saúde e que, por isso, não vai desconsiderar a questão durante o debate eleitoral. "Quem tem compromisso ético com a vida não se importa com porcentual de votos que isso pode render."

Durante quase uma hora de visita, a candidata do PV conversou com moradores, ouviu reclamações e, ao fim, foi aplaudida pela comunidade. Ela também entrou em casas e observou o esgoto a céu aberto.

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