Para Marco Aurélio, anistia a Dirceu deve ter base popular

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, disse nesta segunda-feira que a decisão a respeito da eventual anistia política do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu deve ser tomada com base na vontade popular, por intermédio dos deputados e senadores, que são os representantes da população no Congresso. Membros do PT lideram um movimento para conceder anistia política a Dirceu, mas para conseguir apresentar um projeto no Congresso, precisam da assinatura de 1,5 milhão de pessoas."A anistia é acima de tudo um ato político. Agora, nós precisamos aguardar a manifestação dos representantes do povo, os deputados federais e os senadores. E eu estou acreditando até aqui que essa manifestação se fará mediante atenção ao sentimento popular", afirmou, após conceder aula inaugural na Faculdade de Direito da FMU, na capital paulista.Segundo ele, não cabe ao Judiciário opinar a respeito da anistia de Dirceu, a não ser por critérios pessoais e subjetivos. "É uma definição que não passa, de início, pelo crivo do Judiciário, a não ser sob o ângulo de algo que é subjetivo, ou seja, a razoabilidade. É razoável termos a anistia? É a indagação que fica no ar", avaliou.Ao ser questionado sobre se assinaria o documento que pede a anistia de Dirceu, o ministro limitou-se a responder: "Eu continuo com assento no Judiciário".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.