Para Maia, investigar Lula é iniciativa 'absurda'

'Estado' informou nesta quarta que MPF apuraria ex-presidente com base no depoimento de Valério

Denise Madueño, Agência Estado

09 de janeiro de 2013 | 15h33

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), classificou de "absurda" qualquer iniciativa de abrir investigação para apurar suposto envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mensalão. Reportagem publicada nesta quarta-feira, 9, pelo Estado informa que o Ministério Público vai investigar Lula com base na acusação feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, segundo a qual o esquema também pagou despesas pessoais do então presidente.

"É um absurdo que se produza uma nova investigação sobre esse tema envolvendo o presidente Lula. Esse é um tema exaustivamente investigado", disse Maia, lembrando que, além do Supremo Tribunal Federal (STF), o mensalão também foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "Esse tema foi investigado à exaustão, com todas as possibilidades, e todas as pessoas investigadas tiveram suas vidas devassadas. Qualquer tentativa de envolvimento do presidente Lula não tem nenhum cabimento", afirmou.

Em depoimento prestado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em 24 de setembro do ano passado, Marcos Valério disse ter passado dinheiro para Lula arcar com "gastos pessoais" no início de 2003, quando o petista já havia assumido a Presidência. O repasse, segundo Marcos Valério, foi por meio da empresa de segurança Caso, de propriedade do ex-assessor da Presidência Freud Godoy.

Marco Maia reafirmou que Marcos Valério tenta, com as declarações, melhorar sua condição de condenado. O empresário foi condenado a mais de 40 anos no processo do mensalão, julgado pelo Supremo no ano passado. "Marcos Valério não é fonte confiável. É uma pessoa que foi condenada e busca, agora, criar um fato político que possa atenuar a sua condição. Não me parece razoável que, a partir desse tipo de declaração, tenha de se reabrir um caso que já está completamente investigado e tratado pelo Estado brasileiro nas suas mais diversas instâncias", completou Maia.

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