TV Cultura / Reprodução
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Para Maia, demissão de diretor mostra que governo não podia fazer dossiês contra opositores

Presidente da Câmara afirmou que situação do ministro da Justiça e da pasta piora a cada dia

Bianca Gomes, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 00h08

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira, 3, que a demissão do diretor de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) mostra que o órgão vinculado ao Ministério da Justiça não poderia estar produzindo dossiês sobre opositores do governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ministro da pasta, André Mendonça, deve procurar o Congresso para dar explicações à sociedade. 

Reportagem do portal UOL mostrou que a Seopi produziu um dossiê com informações de 579 professores e policiais identificados pelo governo como integrantes do “movimento antifascismo”. A demissão do coronel Gilson Libório de Oliveira Mendes ocorreu nesta segunda, logo após o Estadão mostrar que quase toda a cúpula da secretaria foi trocada por Mendonça após a saída do ex-ministro Sérgio Moro.

"Se demitiu um assessor, é porque não pode (fazer esse tipo de pesquisa sobre opositores). E se não pode, cabe ao ministro uma explicação à sociedade", declarou o presidente da Câmara em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

De acordo com Maia, já há um pedido na Câmara para que o ministro preste esclarecimentos, mas seria importante que ele se antecipasse e marcasse uma reunião virtual na Câmara ou no Senado para explicar o que ocorreu. "Cada dia que passa eu acho que a situação do ministério da Justiça e seu ministro vem ficando pior. Seria importante que ele pudesse encerrar esse assunto de forma mais contundente do que fez até agora."

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