Para Lula, suspeitas do TCU 'muitas vezes' não se confirmam

Tribunal recomendou a suspensão de 32 obras públicas por apresentarem 'graves' irregularidades

Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S.Paulo,

10 de novembro de 2010 | 09h13

MAPUTO (Moçambique) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a decisão do Tribunal de Contas da União de recomendar a suspensão de 32 obras públicas, por apresentar "graves" irregularidades. Ele voltou a afirmar que o que o TCU investiga e constata nem sempre é verídico. "Muitas vezes existe desconfiança em relação a alguma obra que depois não se confirma", afirmou o presidente, que voltou a defender a revisão administrativa de avaliação de obras pelo TCU.

 

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Lula, que embarcou há pouco de Moçambique para Seul, na Coreia do Sul, comentou também a prisão de policiais e auditores da Receita Federal e do Tesouro Nacional, que segundo denúncias, integravam uma quadrilha acusada de fraudar importações. "Só existe uma possibilidade de alguém não ser investigado. É ser honesto. É andar na linha. Isso demonstra que estamos atrás de bandido", disse o presidente, referindo-se à investigação conjunta da Polícia Federal e Receita.

 

O presidente negou que tenha tratado com o empresário e apresentador de televisão Sílvio Santos a liberação de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito para cobrir o rombo no banco Panamericano. "Isso não é assunto de presidente da República.É assunto comercial do Banco Central", afirmou.

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