Para Lula, governo FHC foi a "década da estagnação"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou, nesta quarta-feira, o governo de Fernando Henrique de "década da estagnação" e aproveitou a reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para fazer um balanço de seu governo. De acordo com Lula, o que seu governo fez em 40 meses foi muito mais do que ele imaginava ser possível."Tivemos primeiro a década perdida, de 1980 a 1990. Depois, tivemos a década da estagnação", afirmou. "Foram 10 anos em que não fizemos outra coisa a não ser desmontar todo o aparato industrial do Estado que nós tínhamos, privatizando e não colocando nada no lugar, onde nós tivemos alto índice de desemprego, como jamais foi visto na história."Lula criticou mais uma vez o governo anterior, citando uma lei de 1998 que tirava do governo federal a atribuição de criar novas escolas técnicas de nível médio. "Então não tinha mais ensino técnico no Brasil. Você tinha o faxineiro e o engenheiro e não tinha o intermediário ali", disse. "Se a economia brasileira continuar crescendo 5% durante alguns anos nós teremos dificuldade de ter mão-de-obra qualificada. Portanto, precisamos fazer um grande investimento."O presidente citou a construção de novas escolas técnicas federais, de novas universidades, o programa Escola de Fábrica (de cursos técnicos de nível básico dentro de empresas), o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) como algumas das ações do seu governo na área da qualificação."Nós nunca fizemos porque em muitos países não foi prioridade acreditar no seu próprio povo. Nunca fizemos porque a elite já estava formada. E se ela já estava formada, para que se preocupar com a formação dos outros?", questionou. Lula ainda destacou a criação de empregos em seu governo. Afirmou que, durante os 39 meses em que ocupa o cargo (na verdade, são 40), houve crescimento consecutivo na geração de empregos. "Foram 39 meses consecutivos com uma média de empregos mensais 10 vezes maior do que os outros anos que antecederam nosso governo", disse.

Agencia Estado,

03 de maio de 2006 | 19h17

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