Para Lula, ganho de Estados com royalties será mantido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje acreditar que o Congresso Nacional não vai reduzir os ganhos dos Estados produtores de petróleo na camada pré-sal. Lula também disse acreditar que o regime de urgência dos quatro projetos de lei que foram enviados ao Congresso não vai dificultar a tramitação, a despeito dos partidos de oposição terem estimado que esse processo poderia demorar até dois anos. "Eu penso que nós não temos que ter preocupação, porque não acredito que tenha dentro do Congresso Nacional alguém que tenha na cabeça a ideia de diminuir os ganhos que os Estados estão tendo hoje", afirmou nesta tarde o presidente Lula, após participar do encerramento do 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Vitória (ES).

ALBERTO KOMATSU, Agencia Estado

01 de setembro de 2009 | 15h39

De acordo com ele, o regime de urgência foi um pedido unânime dos líderes dos partidos da base. "Agora está no Congresso Nacional e a bola é do Congresso Nacional. A vez é do Congresso Nacional. Quem sou eu, um mísero presidente para ter qualquer interferência no debate?", brincou Lula. Sobre a estimativa da oposição de que os projetos de lei poderiam levar até dois anos para serem aprovados, Lula lembrou que foi da oposição por muito tempo e que sabe como ela pensa. "Obviamente que partindo de oposição, e eu sei o que é oposição porque fui oposição há muito tempo, então eu acho que quem é oposição está sempre achando que as coisas não têm que dar certo, estão sempre achando que as coisas vão demorar porque eles acham que se não acontecer quem perde é o governo. Eu acho que se não acontecer quem perde é o povo brasileiro", afirmou Lula.

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