Para Lula, Dilma e Padilha são prioridades

Ex-presidente vota pela reeleição da atual direção do PT e prega discurso para jovens

10 de novembro de 2013 | 23h44

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 10, que, além de reeleger a presidente Dilma Rousseff, a prioridade do PT em 2014 é vencer a disputa em São Paulo, Estado governado há cinco mandatos consecutivos pelo PSDB. "Eu diria que a (eleição) mais importante de todas, depois da presidente Dilma, é a de São Paulo", disse Lula, ao votar no Processo de Eleições Diretas (PED) do partido, em São Bernardo do Campo, acompanhado do provável candidato petista ao governo paulista, o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

O PT promoveu neste domingo eleição para mais de 100 mil cargos de direção em 4.808 diretórios nacional, estaduais e municipais. Cerca de 806 mil militantes estavam aptos a votar, dos mais de 1,7 milhão de filiados. O resultado final deve ser divulgado nesta segunda-feira – o atual presidente do partido, deputado estadual Rui Falcão (SP), deve ser reeleito para o período de 2014 a 2018.

Em meio a militantes e jornalistas que se aglomeraram na entrada do diretório em São Bernardo, Lula disse que as eleições internas indicam a força do PT. "Poucos partidos do Brasil conseguem, em um dia de verão, num calor extraordinário – porque todo mundo preferia estar na praia –, fazer uma eleição em que as pessoas disputam com tanto carinho e tanta vontade", afirmou. "O desafio dos próximos dirigentes do PT é, além de renovar o partido, porque eu acho que o partido precisa fazer um discurso mais para a juventude, é importante a gente consolidar o processo eleitoral do próximo ano."

Reforma. Dilma levou menos de cinco minutos para votar, em Brasília. Tanto ela quanto Lula apoiam Rui Falcão. Após preencher a cédula e depositá-la na urna, a presidente quase levou a caneta consigo e saiu sem falar com os jornalistas.

Pelo Twitter, Dilma disse ter orgulho do PT, "um partido nascido das lutas dos trabalhadores e que governa olhando para os mais pobres, os mais fracos, os mais necessitados". A presidente filiou-se em 2001, depois de anos de militância no PDT. Dilma defendeu os partidos brasileiros e propagandeou seu projeto para uma reforma política, já escanteado pelo Congresso.

Em Belo Horizonte, o ministro do Desenvolvimento e provável candidato ao governo de Minas, Fernando Pimentel, disse que a escolha dos novos dirigentes vai "unificar" o partido para que a legenda comece a trabalhar pela reeleição de Dilma. "Dessa disputa o PT sempre sai mais forte e mais unificado." Pimentel defende a eleição do deputado Odair Cunha para a presidência estadual do partido.

Liminar. As eleições do PT contaram com cinco chapas de oposição à atual direção nacional. Durante o processo, houve acusações de filiações em massa e outras irregularidades. Na Paraíba, essas denúncias culminaram na suspensão da votação, por liminar da Justiça, por suspeita de inclusão de não filiados e de mortos na lista de votantes. / WLADIMIR D’ANDRADE, ANNE WARTH, RENATA VERÍSSIMO, MARCELO PORTElA, LUCAS DE ABREU MAIA e LAURIBERTO BRAGA, ESPECIAL

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