Para Lula, decisão do STF fortalece partidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Florianópolis, que acha "positiva" a fidelidade partidária. "É uma coisa importante, até para fortalecer os partidos", comentou. "Agora, não pode mexer no meio do caminho. Você precisa construir com as pessoas sendo candidatas e sabendo que as regras são essas e, portanto, não pode mudar", disse. "Às vezes, não é apenas o deputado que muda, ou o senador. Às vezes é o partido que muda", ressalvou. "Nós temos partido que mudou até de nome. Deputados não são obrigados a ficar num partido que tem um nome diferenciado", completou, referindo-se ao DEM, ex-PFL. Lula esquivou-se, porém, de comentar diretamente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). "Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém." Em Florianópolis, onde assinou contratos para incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) ao Banco do Brasil, ele reverenciou a corte. "Não comento decisões da Suprema Corte, não cabe ao presidente da República dizer se a Suprema Corte acertou ou errou. A Suprema Corte é a Suprema Corte. Nós temos que respeitar, acatar, fazer cumprir." Ele garantiu que não tem nenhuma orientação específica a transmitir à base aliada no Congresso por causa do julgamento do STF. "Não tem orientação, não tem por que orientar a base", insistiu. "Alguns partidos que se sentiram prejudicados pediram parecer da Suprema Corte e ela decidiu. Então, nem governador nem presidente comentam a decisão." Sobre o eventual pedido de licença, em 2010, para fazer campanha e tentar eleger o sucessor, Lula outra vez desconversou. "Primeiro, não estou pensando em 2010. Estou pensando no Brasil, em governar até 31 de dezembro de 2010. Quando chegar 2010, e ainda falta muito tempo, é que vou pensar." De Florianópolis, ele seguiu para a região de Chapecó, no interior do Estado, onde visitou as obras da usina hidrelétrica Foz do Chapecó, um investimento de R$ 2,2 bilhões - 49% em recursos públicos e 51% da iniciativa privada. A usina faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê desembolso de R$ 18,7 bilhões em infra-estrutura energética na Região Sul.

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