Para Lula, classificar PAC como eleitoreiro causa 'indignação'

Segundo o presidente, acusação não tem fundamento pois governo não está disputando eleições

Milton F. Da Rocha Filho, da Agência Estado,

24 de março de 2008 | 08h20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ser perguntado no seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, se o Programa de Aceleração da Economia (PAC) é eleitoreiro, disse que a acusação "é no mínimo uma coisa que me deixa indignado". Segundo Lula, o governo não está disputando eleição alguma e, por isso, a acusação não teria fundamento. "Não tem eleição para presidente da República e para governador. O programa é um programa que o governo federal anunciou com dois anos de antecedência e esse dinheiro agora está gerando (...) emprego e melhoria na vida das pessoas".   Veja também:    Acompanhe o progresso das obras do PAC Ouça a íntegra do programa 'Café com o Presidente'   Ainda não há indícios de que crise possa afetar o Brasil, diz Lula   "Quando vamos a uma cidade, eu não quero saber se o prefeito é candidato a reeleição, se o prefeito é do PFL, se o prefeito é do PT ou do PSDB. Ou seja, eu quero saber que ele tem uma obra importante para ser feita, sobretudo quando se trata de urbanização de favela e saneamento básico. E nós vamos continuar viajando o Brasil porque acho que é imprescindível que o povo tenha estes investimentos começando a produzir os efeitos agora", explicou Lula.   O presidente disse ainda saber que "a partir de junho nós não podemos mais fazer convênio, mas os convênios que já foram feitos antes de junho, eles terão que ser executados porque é um absurdo imaginar que as prefeituras têm que parar".   Lula também lembrou que o PAC teve início em 22 de janeiro de 2007 e que foram realizadas reuniões com governadores e prefeitos que tinham projetos estruturantes, sobretudo na região metropolitana. "Foi uma coisa inédita. O que nós estávamos focando era o problema e as necessidades da população. Fizemos contratos com todos os governadores e com muitos prefeitos, com todos das regiões metropolitanas. Depois lançamos o PAC Funasa, que é para atender as cidades pequenas, sobretudo aquelas que ainda têm doença de chagas, aquelas que têm alto índice de mortalidade infantil", disse Lula.   "Agora nós estamos viajando para dar início às obras. Ou seja, são R$ 40 bilhões que nós acordamos com os governos e com os prefeitos e que agora nós queremos ver estes investimentos transformados em melhoria de vida das pessoas, geração de emprego e de renda", concluiu o presidente.

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