Para Lula, Brasil é complexo para ser governado por forças políticas isoladas

Em discurso na Câmara, ex-presidente defendeu a reforma política, apesar das resistências

Daiene Cardoso e Ricardo Brito , O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2013 | 18h40

Brasília - Em seu discurso na Câmara dos Deputados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, 29, a realização de uma reforma política pelo Congresso Nacional, embora a iniciativa enfrente resistências e contraria interesses. "A reforma política é necessária ao País", declarou, ressaltando que é preciso reduzir o poder econômico nas eleições.

Segundo Lula, é obrigação da classe política enfrentar o debate democraticamente e a Câmara não pode temer esse debate, já que no Parlamento está acesa a "chama da democracia".

O ex-presidente lembrou que entrou na vida política a partir de sua atuação sindical e recordou que viveu uma época em que as manifestações da década de 70 fortaleceram as organizações populares. "Neste contexto, nós sindicalistas percebemos que não avançaríamos sem a vida política", afirmou.

Ele destacou a campanha das Diretas Já e a eleição da Assembleia Constituinte de 1986 como "ponto culminante do processo de redemocratização". Na época, o PT tinha 16 deputados na bancada e Lula enfatizou que a experiência ao partido foi "inestimável", que amadureceu neste período. "Compreendemos que o Brasil é complexo para ser governado por forças políticas isoladas", disse.

Segundo Lula, a Constituinte foi marcada pela defesa do meio ambiente e defesa das minorias. Ele também lembrou que, a partir da atuação na Constituinte, o PT deu início à "caminhada pela Presidência da República". Com a chegada ao Planalto, Lula disse que seu governo conseguiu combinar renda, crédito e salário, impulsionando a produção e a geração de empregos. "O pré-sal vai impulsionar essa trajetória", previu o presidente, destacando também a votação do Programa Mais Médicos.

 

 

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