Para Lindbergh, operação da PF teve 'motivação política'

De acordo com o senador fluminense, a ação realizada hoje teve intenção de constranger a atuação do partido na Comissão do Impeachment

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2016 | 12h28

Brasília- O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a ação da Polícia Federal (PF) que resultou na prisão preventiva do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). De acordo com o senador fluminense, a ação realizada hoje teve intenção de constranger a atuação do partido na Comissão do Impeachment.

"Pode ter uma motivação política, de tentar constranger a senadora Gleisi, nos constranger, diminuir nosso ímpeto aqui na comissão, mas isso não vai acontecer. Fizeram para atingi-la", afirmou Lindbergh.

Tanto Gleisi quanto Lindbergh fazem parte da tropa de choque de Dilma Rousseff na Comissão do Impeachment. O senador negou qualquer possibilidade de que a senadora deixe a comissão. "É difícil pensar em uma pessoa mais honesta e íntegra que a Gleisi", defendeu.

Para o petista, a operação da PF foi um "espetáculo". Ele argumentou que o inquérito já existe há um ano e disse ser estranho que a operação tenha acontecido logo após a divulgação de uma gravação em que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra aparece negociando propina para encerrar a CPI da Petrobras. "Esse inquérito existe há um ano, já teve depoimento e tudo. Qual o sentido disso tudo, além do espetáculo e do constrangimento? Desconfiamos, sim, que tem motivação (política)", afirmou.

As declarações de Lindbergh foram dadas antes do início da sessão da Comissão Especial do Impeachment, que começou com normalidade, sem qualquer comentário em relação à prisão de Bernardo ou sobre a senadora Gleisi.

Lindbergh, inclusive, chegou a conversar com senadores adversários, como o senador Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB.

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