Para líderes, reforma política precisaria ser aprovada em 2015

De acordo com líder do PT na câmara dos Deputados, o ano é ideal para a discussão da reforma por estar longe da disputa eleitoral

O Estado de S. Paulo

23 de novembro de 2014 | 16h38

 Apesar das tradicionais divergências sobre qual reforma política levar adiante, líderes partidários e de bancadas da Câmara dos Deputados concordam em pelo menos dois pontos estratégicos. Para acontecer, ela deve ser debatida e votada em 2015 para não sofrer interferência do processo eleitoral de 2016. E, para ser efetivada, deve ter forte participação popular.

"Temos a disposição de discutir a reforma no ano que vem, longe da disputa eleitoral", disse o líder do PT na Casa, deputado Vicentinho (PT-SP). Segundo ele, o PT pretende insistir na realização de um plebiscito para que as questões sejam submetidas ao voto popular. A proposta da presidente Dilma Rousseff já encontrou forte resistência na Casa e corre risco de não ser aprovada.

O partido, dono da maior representação da casa, com 70 deputados, ainda não fechou posição sobre questões como o fim da reeleição. A principal bandeira será a proibição das doações de campanhas eleitorais por empresas, com a manutenção das feitas por pessoas físicas.

Para o deputado Marcos Pestana (PSDB-MG), escalado como porta-voz tucano para a reforma política, apesar da necessidade urgente de alterações substanciais no sistema político, a reforma deve ser "rasa e despretensiosa, mas com mudanças importantes" para garantir a aprovação do que é mais relevante.

O líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ), nome mais cotado para ser o próximo presidente da Câmara, diz que a discussão será feita ponto a ponto. Segundo ele, o levantamento do Estado, ainda que apresente um quadro preliminar, sinaliza que a maioria dos parlamentares da Casa quer mudanças a partir do ano que vem. "E eu estou entre aqueles que querem muitas mudanças", disse. 

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