Para líder tucano, é ‘impossível’anistiar caixa 2

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Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2017 | 11h59

Novo líder do PSDB na Câmara, o deputado Ricardo Tripoli (SP) afirmou em entrevista à TV Estadão que é “impossível” o movimento pela anistia do caixa 2, articulado nos bastidores do Congresso, avançar na Casa. “A bancada do PSDB é frontalmente contra a anistia. É impossível isso avançar. Quando essa ideia surge por um ou outro individuo, ela não avança.”

Tripoli defendeu também o fim do sigilo nas delações da Operação Lava Jato e afirmou que não há no Brasil isonomia entre o Ministério Público e os advogados de defesa.

A posição do tucano também é defendida por outros parlamentares da base do governo Michel Temer. O foco do movimento é o acordo de delação premiada feito por 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht e homologado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, no dia 30 de janeiro. Ela decidiu, porém, manter os depoimentos sob sigilo.

“Sem sombra de dúvidas, todas as informações devem ser públicas. Isso é um direito de quem está sendo acusado. Não há isonomia no Brasil. Quando o sujeito é investigado o Ministério Público tem informações, mas os advogados de defesa não tem”, afirmou Tripoli.

O deputado foi eleito novo líder da bancada do PSDB na Câmara para o exercício de 2017 no dia 14 de dezembro. Ele disputou o posto com os deputados Marcus Pestana (MG) e Jutahy Magalhães Júnior (BA).

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