Para líder tucano, Cardozo foi oportunista e está fazendo campanha

O ministro 'vestiu a camisa de militante petista e esqueceu que ocupa um importante cargo no governo federal', segundo o deputado Carlos Sampaio (SP)

Carla Araújo, Agência Estado

18 Junho 2013 | 19h59

O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), criticou, em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que há uma tentativa da oposição de transformar os problemas da segurança pública em disputa política, usando dados distorcidos sobre gastos, conforme reportagem publicada na edição desta terça-feira pelo Estado. Segundo o deputado, o ministro "vestiu a camisa de militante petista e esqueceu que ocupa um importante cargo no governo federal".

Sampaio também rebateu as declarações de Cardozo em relação a falta de parceria entre os governos federal e estadual. Segundo o ministro, "lamentavelmente, alguns parecem não querer que ocorra a necessária integração entre o Governo Federal e São Paulo". "É evidente que ele não quer estabelecer parceria alguma com o Estado de São Paulo. Sua fala não tem sintonia com as suas ações", afirmou o tucano.

De acordo com o líder tucano, é preciso que o ministro sinalize suas intenções e planejamento para que as ações sejam colocadas em prática. "Parceria de verdade não se faz com ataques pela imprensa. É preciso uma conversa direto com o governador", disse.

Para o deputado, Cardozo foi "infeliz" ao se aproveitar do momento em que crescem as manifestações no País, "como se elas não fossem contrárias ao governo que ele representa". "Ele foi, no mínimo, oportunista, ao tirar uma casquinha de um movimento que não se preza a este serviço partidário", afirmou.

Campanha. Sampaio disse que "está claro" que o ministro tenta se envolver com as questões de São Paulo, pois está antecipando a campanha política. "Ninguém tem dúvida de que ele está em campanha pelo Palácio dos Bandeirantes". O ministro, no entanto, continua a negar que será candidato. Segundo a matéria publicada pelo Estado nesta terça-feira, ele garantiu que o provável nome do PT para a disputa com o atual governador Geraldo Alckmin deve ser o do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo Sampaio, porém, Cardozo "age como candidato e militante".

Sampaio afirmou ter assinado e protocolado nesta terça-feira requerimentos para que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, explique nas comissões de Segurança Pública e Constituição e Justiça da Câmara as recentes declarações que fez, dizendo que o Congresso "às vezes faz chantagem". "Espero que isso seja votado em breve, pois ela deve explicações mesmo. Ela falou do Congresso genericamente. Eu não me coloco nessa seara", disse.

Para o líder tucano, a ministra tem como característica "a falta de habilidade para conversar com o Congresso e a vocação para fazer ofensas". "Ela tem demonstrado isso historicamente".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.