Para líder petista, oposição quer desviar foco de denúncias para Agnelo

Segundo o deputado Jilma Tatto (PT), partidos atacam o governador do DF para proteger parlamentares do DEM e PSDB citados em investigações sobre Carlinhos Cachoeira

Denise Madueño, da Agência Estado

13 de abril de 2012 | 13h29

BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), saiu em defesa do governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz, citado em conversas telefônicas entre os integrantes do esquema do empresário do jogo, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na operação Monte Carlo da Polícia Federal.

"Ninguém tem compromisso com o malfeito. Se o agente público cometeu ilicitudes vai ter de pagar e isso serve para todos. Eu acredito no comportamento e na postura corretos do nosso governador. Nós não vamos aceitar que ele (Agnelo) seja cristianizado (bode expiatório) na disputa política", completou. Tatto afirmou que as operações da PF, Vegas e Monte Carlo, pegam, principalmente políticos do DEM e do PSDB e, por isso, parlamentares dos dois partidos querem desviar o foco para o governador do DF e para o caso Waldomiro Diniz.

"A oposição está ferida e sangrando, porque construiu um discurso moralista que se voltou contra ela. As investigações pegam fortemente a oposição, o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, do PSDB. A oposição está preocupada. Eu acredito na honestidade do governador Agnelo. Eu acredito no governador do PT e não acredito no governador do PSDB. O governador Perillo, este sim, tem coisa contra ele.", afirmou o líder petista.

Nessa quinta-feira, 12, os partidos começaram a recolher as assinaturas para instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as relações políticas de Cachoeira, que deverá ser criada na próxima semana. O PSOL quer ampliar o número de integrantes, fixado em 15 deputados e 15 senadores titulares, para 17 parlamentares de cada Casa. Essa seria uma forma de o partido ter uma vaga na comissão. Há ainda uma vaga destinada aos pequenos partidos que é ocupada na forma de rodízio.

Tatto afirmou que o acordo para a criação da CPI já alterou o número originalmente de 11 deputados e 11 senadores para atender a oposição. "Vamos dar uma chupeta para ele (PSOL). O PSOL tem de reclamar com o povo que não está votando nele", disse Tatto. As vagas para a CPI são distribuídas entre os partidos de acordo com o tamanho das bancadas eleitas. O PSOL tem três deputados e um senador.

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