Para líder do PMDB no Senado, votação de vetos é importante para dar sinal ao mercado

Brasília - O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou nesta quarta-feira, 30, que é preciso votar os vetos presidenciais para dar uma sinalização ao mercado. A sessão do Congresso prevista para apreciação dos vetos estava marcada para as 11h30, mas às 12h30 ainda não havia sido iniciada. Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDV-RJ), havia dito que a intenção da Casa era obstruir sessão de apreciação de vetos

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2015 | 12h29

"O País, nesta crise política e econômica, está todo mundo inseguro e o mercado está muito inseguro porque não sabe o que vai acontecer", disse. "Nós temos um problema que é um déficit de R$ 30 bilhões e o Congresso tem uma pauta para deliberar que vale R$ 150 bilhões, então há uma preocupação muito grande de segurança do mercado. Esse dólar neste patamar aí não é só questão da economia apenas, é segurança do mercado", avaliou.

A maior divergência para a realização da sessão conjunta das duas Casas Legislativas se dá porque o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), não incluiu na pauta de hoje o veto presidencial à reforma política.

Para Eunício, a Câmara não tenta colocar o Senado contra a parede ao tentar esvaziar a sessão do Congresso. "É uma posição da Câmara (de não votar os vetos) e nós respeitamos", disse. Ele reforçou que a sessão do Congresso está convocada e será realizada assim que for cedido o plenário da Câmara, local onde ocorre a reunião das duas Casas.

Financiamento. O líder do PMDB argumentou ainda que a resolução para apreciar na sessão do Congresso apenas os vetos que trancam a pauta - por terem chegado ao Legislativo há 30 dias - foi sugerida pela Câmara. O principal veto que os deputados queriam votar é o que a presidente fez ao financiamento privado de campanhas.

O peemedebista disse ainda que o ideal seria fazer o entendimento no Senado para votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que restabelece o financiamento de empresas. Ontem, PT, PSDB e DEM se opuseram a acelerar essa PEC - que já passou pela Câmara - e votá-la diretamente em plenário.

"Podíamos ter feito um entendimento e votado a PEC. Agora por lei o financiamento eleitoral de campanhas está declarado inconstitucional pelo Supremo", afirmou.

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