Para líder do governo, ideia do impeachment está 'esvaziando'

Deputado José Guimarães (PT-CE) afirma que o tema não é mais a pauta principal do País

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2015 | 16h21

Brasília - No tradicional balanço de fim de ano, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), considerou que a ideia do impeachment da presidente Dilma Rousseff "está se esvaziando" e que não é mais a pauta principal do País porque a percepção da sociedade mudou. "O discurso da oposição está se esvaziando", disse na tarde desta segunda-feira, 21.

Para Guimarães, o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou ordem no rito do impeachment e agora não cabe à oposição apresentar projeto para permitir a inscrição de chapa avulsa na escolha da comissão especial do impeachment. Em sua opinião, "vozes do além" alimentam a instabilidade política no País. "Ninguém muda a regra do jogo com o jogo sendo jogado", declarou.

O petista disse que o governo não vai se intrometer na questão do pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para ele, o assunto está agora nas mãos do STF. "Se vai afastar ou não, é um problema do STF", tergiversou.

Apesar da crise com o PMDB, Guimarães disse que o governo conta com o apoio dos peemedebistas e espera que a situação interna se estabilize. Ele afirmou esperar que os problemas do partido se resolvam, assim como as diferenças entre a presidente Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer. "Já já o PMDB se estabiliza", previu.

Questionado sobre os impactos da Operação Lava Jato no PT, o vice-presidente nacional da legenda admitiu que as investigações trouxeram consequências para o partido, mas disse ser difícil avaliar o "estrago" da apuração policial. Ele defendeu que todos os partidos passem por uma "purificação" após a Lava Jato. 

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