Para 'lavar' fusão, PDB será testado nas urnas

Apelidado de "partido ônibus", onde entra qualquer um, o PDB está sendo idealizado pelo prefeito Gilberto Kassab de modo a fugir da pecha de mero trampolim para o troca-troca partidário. A ideia é consolidar o Partido da Democracia Brasileira nas eleições municipais de 2012 com o lançamento de candidaturas próprias ou com coligações. Um dos principais parceiros deve ser o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

AE, Agência Estado

09 de março de 2011 | 11h02

Kassab planejou fundar o PDB como atalho para sair do DEM e se filiar ao PSB, com riscos mínimos de ver a manobra contestada por infidelidade partidária. A estratégia inicial era fundir o PDB com o PSB. Diante das reações negativas aos planos de Kassab e de Campos, a proposta é que o PDB se credencie como partido e dispute uma eleição antes de definir seu rumo.

Além de evitar eventuais contestações na Justiça, os socialistas estão confiantes de que com essa tática vão conseguir "segurar" quadros importantes. É o caso da deputada Luiza Erundina (SP), que ameaça deixar o partido, caso o PSB se una ao PDB de Kassab. "Vou lutar para ficar no PSB. Mas, se for concretizada essa fusão com o PDB, não tenho condições de permanecer no partido", avisa Erundina.

A um ano e sete meses das eleições municipais, os idealizadores do PDB buscam agora lideranças políticas dispostas a entrar na disputa por prefeituras ou por uma vaga nas Câmaras Municipais. A expectativa é de que uma dezena deputados do DEM acompanhe Kassab no novo partido. Um deles deverá ser Irajá Abreu (DEM-TO), filho da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que sonha disputar a Prefeitura de Palmas.

Outro que deve tomar o mesmo rumo é o vice-governador da Bahia, Otto Alencar (PP). Na próxima semana, Kassab pretende ir a Salvador para encontrar-se com Alencar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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