Para Lacerda, PSB não disputará a Presidência em 2014

O prefeito Marcio Lacerda (PSB), que disputa a reeleição em Belo Horizonte, afirmou nesta terça que descarta uma disputa entre o presidente de seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a presidente Dilma Rousseff em 2014. Para o prefeito, a não ser que haja "um desastre na economia", nenhum candidato teria condição de derrotar a petista. Nem mesmo seu principal cabo eleitoral, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que ele considera "competitivo", mas que, na avaliação do socialista, poderia participar do pleito para se preparar para a corrida presidencial de 2018.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

28 de agosto de 2012 | 17h25

"Não vejo o PSB disputando a Presidência em 2014. Pelo menos se a eleição fosse daqui a um ano, estaria absolutamente fora de cogitação", declarou o prefeito, que aposta na manutenção da aliança entre seu partido e o PT no cenário nacional. Em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal Uol em Belo Horizonte, Lacerda afirmou que o rompimento da aliança entre socialistas e petistas na capital mineira, assim como em Recife (PE) e Fortaleza (CE), foram questões pontuais e que não há uma "motivação única para isso".

Mas aproveitou para alfinetar o PT, que, em Belo Horizonte, é hoje seu principal adversário com a candidatura do ex-ministro Patrus Ananias. "Cada fato tem uma história própria. Há uma certa coincidência, mas motivada por um link comum entre elas que é a extrema dificuldade do PT de entrar em acordo dentro dele entre suas diversas correntes", disse o prefeito, para quem o PSB é "muito alinhado" com o governo federal. "Inclusive tem uma participação muito pequena no governo, tendo em vista sua lealdade e a qualidade de seus quadros", salientou.

E, apesar dos recentes atritos, Lacerda descarta um rompimento com lideranças petistas como o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), assim como com o governo federal no caso de um segundo mandato. Em 2008, Pimentel foi, ao lado de Aécio, o principal fiador da candidatura do socialista à prefeitura e defendia a reedição da aliança, mas aderiu à campanha de Patrus após o PSB recusar-se a fazer coligação proporcional em Belo Horizonte. "Existe um afastamento, eu diria temporário, em função do processo eleitoral, da presidente Dilma e do meu amigo Fernando Pimentel. Acho que isso é momentâneo", afirmou.

Campanha

Em relação ao adversário na disputa municipal, porém, Lacerda rebateu críticas de que haveria constrangimento contra funcionários da prefeitura aliados do petista e acusou Patrus de ter deixado a prefeitura da capital em 1996 com uma dívida equivalente a dois meses de arrecadação. "Se houvesse lei de responsabilidade fiscal na época, ele teria sido enquadrado de uma forma muito dura", disparou.

E atacou também o Ministério Público Estadual (MPE), alegando que o órgão agiu de má fé ao apresentar ação na Justiça pelo fato de o prefeito usar jatinho particular, fretado de empresa da qual é sócio, para fazer deslocamentos oficiais. "Nunca fretamos avião para viagem de fim de semana, turística", disse o socialista. Segundo ele, todos os casos foram viagens de "meio horário" e o jato particular seria necessário para ganhar tempo. "Meu adversário deve ter usado muito jatinho da FAB (Força Aérea Brasileira) para passar o fim de semana em Belo Horizonte. E ninguém critica isso", desabafou, referindo-se a Patrus, que foi ministro durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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