Para Kassab, projeto de restrição a novos partidos evita 'aventureiros'

Texto em trâmite na Câmara impede direito a fundo partidário e tempo de TV; ex-prefeito e presidente do PSD nega que sigla de Marina seja 'alvo' da proposta

Eduardo Bresciani, de O Estado de S.Paulo

11 Abril 2013 | 11h02

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o projeto em tramitação no Congresso para impedir que novos partidos tenham direito a fundo partidário e tempo de televisão proporcional ao tamanho de suas bancadas é para evitar "aventureiros". Ele negou que a ex-candidata a presidente Marina Silva, que tenta fundar uma legenda, seja um dos alvos do projeto. O PSD foi criado em 2011 e conseguiu os direitos que agora se pretende negar a outros. Deputados tentaram nessa quarta-feira, 10, aprovar urgência para o tema, mas não tiveram sucesso.

 

"Essa brecha (de criação de partidos) é para ser utilizada por partidos sérios, essa brecha não pode ficar a disposição de aventureiros, de um grupo de pessoas que nós sabemos que só querem vender tempo de rádio e TV", afirmou Kassab após reunião da executiva nacional do PSD, nesta quinta-feira, 11.

 

Durante o debate sobre o projeto na Câmara nessa quarta, o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) afirmou que a proposta tem por objetivo prejudicar a criação do partido da ex-senadora. "As regras mudaram para favorecer o PSD e, depois, [serão] trocadas para prejudicar a Rede", afirmou.

 

Kassab fez questão de ressaltar que não inclui Marina entre os que merecem ser combatidos. "Marina é uma pessoa séria. Eu assinei em apoiamento ao partido dela e estou ajudando. Para ela não faz diferença porque ter 5 ou 10 deputados não mudará muito o tempo de TV dela numa eleição presidencial", disse. Kassab afirmou que acredita na aprovação do projeto pela grande maioria do Congresso.

 

O líder do PSD na Câmara, Eduardo Sciarra (PR), destacou que na época da criação de seu partido não havia garantia sobre o acesso a tempo de TV e fundo partidário. "Nós não formos criados nessa expectativa, nosso grupo tinha força para disputar eleição e musculatura para sobreviver. O PSD não foi criado de forma oportunista", disse. "Temos mais de 30 partidos sendo criados e isso vai se desvirtuando por completo. O PSD não é contra a criação de partidos, mas quer regras cara para evitar mercantilização", complementou.

 

Apoio a Dilma. Na reunião da executiva do PSD, mais três diretórios regionais, DF, PB e SE, anunciaram apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Até agora, nove diretórios foram ouvidos e todos se posicionaram na mesma direção. Kassab reafirmou que esta é também sua posição, mas que será feito todo o processo de consultas antes de o partido anunciar sua posição.

 

Ele reiterou que o PSD não vai integrar oficialmente o governo Dilma, mas fez elogios a um possível convite da presidente ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, para ocupar o ministério de Micro e Pequenas Empresas. "Se a presidente convidar o Afif ela estará de parabéns. Ele é um grande quadro e conhece muito dessa questão de micros e pequenas empresas", afirmou Kassab. A expectativa entre os integrantes do PSD é que o convite a Afif seja feito neste mês de abril.

 

Com informações da Agência Câmara

 

 

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