Para Jungmann, sem convenção prévias do PMDB estão "mortas"

O ministro do Desenvolvimento Agrário e pré-candidato do PMDB à Presidência, Raul Jungmann, afirmou hoje que as prévias do partido "estão mortas" se não for realizada a convenção extraordinária, marcada para 3 de março na capital paulista. É na convenção que o partido vai estabelecer as regras para a disputa da prévia, agendada para 17 de março. Além de Jungmann, estão inscritos na prévia o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, e o senador Pedro Simon (RS).Jungmann se reuniu com lideranças do PMDB e com o presidente estadual da legenda, o ex-governador Orestes Quércia, para apresentar as propostas como pré-candidato. Para o ministro, a candidatura própria do partido deve ser o "compromisso zero". "Não podemos sepultar o passado e o futuro do PMDB", disse, reiterando a importância de a agremiação ter candidatura própria no primeiro turno da eleição presidencial.O ministro rebateu as críticas - de setores do partido - de que ele estaria servindo de "laranja" ao se inscrever como pré-candidato. "Vinte e quatro horas depois de eu ter colocado meu nome à disposição do partido fui taxado de laranja, factóide e trapaceiro. Mas não foi assim que eu fui recebido no Estado de São Paulo e pelos que querem a prévia dentro do PMDB", disse. "Fica assim muito claro que há interesses regionais ou interesses outros."Para haver a convenção extraordinária, é preciso ter um terço dos votos dos 514 delegados do partido, o que, segundo Quércia, "não deverá ser problema". "Precisamos da convenção extraordinária para que não tenhamos riscos", afirmou o ex-governador.

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