Para índios, assassinato de Apoena está ligado ao garimpo

O presidente da Coordenação da União dos Povos Indígenas de Rondônia, Noroeste do Mato Grosso e Sul do Amazonas (Cunpir), cacique Almir Suruí, de 30 anos, disse hoje que os índios não acreditam que o sertanista Apoena Meireles foi morto em um assalto.Segundo ele, o crime está relacionado à jazida de diamantes existente na reserva Roosevelt, onde vivem os índios cintas-largas, a cerca de 500 quilômetros de Porto Velho."Com a morte de Apoena, o garimpo de diamantes deverá ser reaberto. Ele era contra a garimpagem ilegal e isso contrariava interesses de grupo poderosos. Não posso dar nomes, porque também tenho medo de morrer", disse o presidente da Cunpir, ONG que congrega cerca de 10 mil índios.Suruí acrescentou que a Funai precisa designar com urgência alguém que tenha a confiança dos cintas-largas para atuar na reserva. "No Apoena, dava para confiar. Em muitos outros, é difícil. Haviam prometido que o garimpo seria regularizado, e depois voltaram atrás. Como acreditar no pessoal do governo?", indagou.

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