Andre Lessa/AE
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Para Haddad, SP deixou de investir em infraestrutura

Petista diz que cidade perdeu 'oportunidade histórica' proporcionada pela administração do governo Lula

Bruno Lupion - O Estado de S. Paulo,

25 de julho de 2012 | 14h26

O candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, aproveitou um debate com engenheiros na sede do sindicato estadual da categoria, no centro da capital, na manhã desta quarta-feira, 25, para afirmar que as gestões de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) perderam "uma oportunidade histórica" de investir em obras de infraestrutura em um "momento importante de desenvolvimento e geração de emprega e renda do País", fazendo referência aos anos da administração Lula no governo federal.

Segundo o ex-ministro da Educação, a cidade do Rio de Janeiro hoje investe mais em obras públicas do que a capital paulista, apesar de São Paulo ter sido sempre reconhecida "como a cidade líder em investimentos no País". Ele afirmou que, em visitas por terra e sobrevoos de helicóptero, não consegui ver "as obras necessárias para mudar a face da cidade" e acusou a atual administração municipal de ter graves problemas de gestão. "Todos os empresários de obras públicas são capazes de atestar isso. Há muito orçamento, mas pouca obra", disse.

Mais tarde, em caminhada pela Avenida Rio Pequeno, na região do Butantã, zona oeste da capital, Haddad voltou à carga e afirmou que os prefeitos da maioria das capitais brasileiras estão bem avaliados, enquanto Kassab recebeu, nas últimas pesquisas, nota 4,4 da população. "O prefeito (Kassab) conseguiu descolar a cidade do que está acontecendo no País, e eu lamento que São Paulo esteja hoje na lanterna de todas as administrações municipais (em relação à avaliação do prefeito)".

Mensalão. Questionado se espera ter que falar sobre o julgamento do mensalão nos debates televisivos, que se iniciam na próxima semana, Haddad afirmou que seu foco são os problemas da cidade, mas estará preparado para "qualquer pergunta".

Russomanno. Haddad também comentou a aproximação entre o PSDB e o PRB, do candidato Celso Russomanno, para um pacto de não agressão no primeiro turno e um eventual acordo para apoio no segundo turno. "Imaginava que a candidatura (de Russomanno) proporia uma mudança, e não a continuidade. Hoje a Prefeitura de SP não é exemplo para nenhuma outra do País", disse. Para Haddad, nenhum candidato deveria "abdicar de dizer o que está acontecendo na cidade".

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