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Para governo, momento é oportuno para reforma tributária

Presidente vai fazer um apelo para que todos ajudem na aprovação da proposta, que será enviada na quinta

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2008 | 15h30

A reforma tributária foi um dos principais assuntos da reunião de coordenação política na manhã desta segunda-feira, 25, no Palácio do Planalto. "Desta vez será possível uma reforma tributária maior", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo um dos participantes da reunião. O governo encaminhará a proposta ao Congresso Nacional na quinta-feira, já que considera oportuno o momento para a aprovação do projeto. Veja Também:Aécio cobra 'decisão política' por reforma tributária Na quarta-feira, em encontro com empresários, Lula vai fazer um apelo para que todos ajudem na aprovação da proposta. O governo vai insistir que esta pode não ser a proposta de reforma ideal, mas é a que considera possível neste momento.O presidente vai reiterar o apelo no Fórum de Governadores do Nordeste, na sexta-feira, em Aracaju, Sergipe. Na ocasião, ele vai pedir aos governadores, conforme revelou na reunião de hoje, que todos "se engajem, e se empenhem para ajudar a reforma tributária". O presidente disse que "este é um momento muito diferente dos outros, com o nível de confiança do País muito maior".Para Lula, "fazer reforma tributária com o País crescendo é mais fácil do que em momento de ajuste fiscal". Hoje, ele ainda vai se reunir com as centrais sindicais para apresentar a reforma. Em cerimônia no Planalto, Lula disse que quer uma reforma tributária capaz de deixar o Brasil mais competitivo. "O maior custo Brasil que se tem não são os impostos. O maior custo Brasil foi um século de esquecimento do povo pobre desse País, sendo tratados como cidadãos de segunda categoria." Entenda a reforma tributária  O governo encaminha na quinta-feira ao Congresso o projeto de reforma tributária, que pretende desonerar as empresas e acabar com a guerra fiscal entre os Estados.  O projeto de reforma tem como principal destaque a desoneração da folha de pagamento, com a suspensão da cobrança das empresas do salário-educação. Também vai reduzir gradativamente a contribuição das empresas ao INSS, atualmente de 20 por cento.  A reforma cria ainda o Imposto de Valor Agregado (IVA) federal, que reunirá o PIS/Pasep, Cofins e Cide. O ICMS estadual será unificado no IVA dos Estados.

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