Para governo, assunto Palocci está encerrado

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que pronunciamento da Comissão de Ética foi claro e não há ilegalidade na evolução de patrimônio de petista

Tânia Monteiro, da Agência Estado

16 de maio de 2011 | 18h45

Brasília - O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou no fim da tarde desta segunda-feira, 16, para o governo, o assunto envolvendo o ministro Antônio Palocci (Casa Civil) está encerrado e "a Comissão de Ética limpou o terreno". "A Comissão de Ética fez um pronunciamento claríssimo e ela tem sido muito rigorosa. A Comissão de Ética não brinca em serviço. Nós confiamos nela e ela representa a sociedade. Ela se pronunciou sobre o assunto. Para nós, então, esse assunto está encerrado", disse o ministro Gilberto Carvalho, referindo-se à notícia veiculada nesse final de semana, pelo jornal Folha de S.Paulo, sobre o patrimônio do ministro Palocci que teria aumentado 20 vezes em quatro anos.

 

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Carvalho disse que Palocci, antes de assumir como ministro, teve o cuidado de fazer uma consulta prévia à Comissão de Ética sobre a situação de sua empresa. "Do ponto de vista do governo, não há reparo. O governo não vê problema. Ele tem a vida pessoal dele. Antes, ele era deputado federal, desenvolvia outras funções e não cabe a nós discutir isso. O que nos cabe discutir é que o ministro Palocci é uma peça fundamental no nosso governo e saber o que houve de janeiro para cá. A Comissão de Ética encerra para nós essa questão", disse Carvalho, que participou hoje cedo de reunião com a presidente Dilma Rousseff. "Palocci tem demonstrado grande competência, grande empenho na forma como apoia a presidenta e coordena o governo. Vamos tocar a vida para a frente", completou.

 

Perguntado se Palocci deveria ir ao Congresso falar sobre a questão, Carvalho disse: "Não vejo necessidade de ir ao Congresso".

 

Carvalho disse ainda que não compete ao governo investigar se um ministro foi incompetente e não acumulou riqueza ou se outro acumulou riqueza ao longo do tempo. "Nós temos que nos ater ao presente. Faz parte das leis democráticas. A presidente convidou o ministro Palocci para ser seu ministro e o que interessa é o comportamento dele nesse período. Se ele vai ou não auferir alguns bens de maneira legítima ou não dentro do governo. É isso que interessa. O passado de cada um dos ministros não cabe ao governo fazer investigação. Salvo, naturalmente, a postura normal e ética que essa pessoa teve ao longo de sua vida. O que eu insisto é que a Comissão de Ética encerra a sua questão", disse o ministro.

 

Questionado se tinha conhecimento de que a declaração de renda do ministro Palocci teria caído na malha fina da Receita, Carvalho disse: "Sinceramente isso não é assunto para o governo. Eu não sei disso".

 

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