ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Para governo, base atua em ‘duas direções’

Renato Simões, da Secretaria-Geral da Presidência, afirma que movimentos são contra ‘golpismo’ e ajuste fiscal

Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo , O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2015 | 03h00

Embora reconheça que o acirramento do ajuste fiscal promovido pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff está causando desgastes na relação do Palácio do Planalto com os movimentos sociais, o governo não acredita no descolamento de sua base histórica. 

“Os movimentos estão atuando em duas direções. Por um lado demonstram o compromisso com a defesa da democracia e contra o golpismo. Por outro, defendem mudanças na política econômica”, afirma Renato Simões, assessor especial para participação social da Secretaria-Geral da Presidência. No organograma governamental, seu papel é justamente o de atuar como mediador entre o governo e os movimentos.

“O governo não nega essa dupla fala. Tanto que na semana passada a presidente teve uma reunião de três horas com os maiores movimentos de moradia”, destaca Simões. 

Segundo ele, as organizações sociais sabem que a alternativa à presidente Dilma Rousseff significaria a revogação de conquistas históricas. Essa mesma lógica, segundo ele, estaria presente no mundo empresarial. “O setor produtivo e alguns setores importantes do empresariado também se manifestaram contra o ajuste, mas são contra o impeachment”, afirma o assessor especial. 

Pressão. No ambiente do Congresso, os deputados que estão na linha de frente da base governista adotam um tom resignado diante da pressão exercida pelos movimentos sociais. “Existem circunstâncias que limitam a capacidade de atuação do governo, que precisa agir para retomar o crescimento. É hora de defender o Brasil”, diz o deputado Orlando Silva (PC do B-SP), um dos vice-líderes do governo na Câmara. 

“Não é hora de defender interesses específicos e corporativos. É preciso entender a delicadeza do momento”, completa o parlamentar.

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